Um estudante pobre se casou com uma mulher rica de 70 anos. Uma semana depois, ficou atônito com o que descobriu.
Um céu cinzento pairava sobre a pequena cidade universitária do Texas, e as ruas estavam escorregadias por causa da chuva.

Mark Davis caminhava pela calçada, a mochila pendurada em um ombro, o rosto carregado de preocupação. Aos 23 anos, ele conciliava o último ano da faculdade de Direito, um emprego de meio período e uma montanha de dívidas deixadas por seu falecido pai. A cada dia, o mundo parecia se fechar um pouco mais ao seu redor.
O telefone de Mark vibrou no bolso, arrancando-o de seus pensamentos. Ele atendeu, e uma voz calma e autoritária soou do outro lado da linha.
— Senhor Davis, aqui é Eleanor Brooks.
— Gostaria de me encontrar com você. Diz respeito à sua situação financeira.
Mark franziu a testa.
— Desculpe, quem é a senhora? Como sabe disso?
— Sei bastante coisa — interrompeu ela com suavidade. — Encontre-me no Brooks Bistro às 19h. É importante.
A ligação terminou antes que Mark pudesse protestar. Confuso, mas intrigado, ele seguiu para o café sofisticado. Quando chegou, a chuva havia se intensificado, e sua jaqueta mal o mantinha seco.
Lá dentro, foi recebido por uma iluminação aconchegante e pelo aroma de café recém-passado. Sentada a uma mesa no canto estava Eleanor Brooks — uma mulher imponente, com cabelos prateados impecavelmente arrumados, vestida com um tailleur sob medida que exalava riqueza. Ela fez um gesto para que Mark se sentasse.
Seu tom era calmo, porém firme. Mark hesitou antes de se sentar à sua frente.
— Senhora Brooks, do que se trata isso? — perguntou, indo direto ao ponto.
— Muito bem — disse ela, tomando um gole de chá. — Mark, eu sei sobre suas dívidas — aquelas deixadas por seu pai. Sei que você mal está conseguindo se manter.
— Estou aqui para oferecer uma solução.
Mark franziu a testa.
— E qual seria?
Ela pousou a xícara, fixando nele seus penetrantes olhos azuis.
— Case-se comigo.
As palavras ficaram suspensas no ar — pesadas e irreais. Mark piscou, certo de que havia ouvido errado.
— Como é?
— Você ouviu — respondeu ela com firmeza. — Isto não tem nada a ver com romance.
— É um acordo comercial. Pagarei todas as suas dívidas, garantirei sua segurança financeira e, em troca, você será meu marido.
Mark soltou uma risada incrédula.
— A senhora está falando sério? Por que eu? A senhora nem me conhece.
Eleanor inclinou-se levemente para a frente.
— Exatamente.
— Você é jovem, solteiro e desesperado o suficiente para considerar isso. Não preciso de amor, Mark. Preciso de companhia.
— Alguém para compartilhar meu nome, meu patrimônio — e nada mais. Pense nisso como um contrato.
Mark balançou a cabeça, com os pensamentos acelerados.
— Isso é loucura. O que a senhora ganha com isso?
Pela primeira vez, a expressão dela suavizou.
— Passei minha vida sozinha, Mark.
— Não tenho filhos, não tenho família. Quero companhia, mesmo que seja apenas para as aparências. E quero controle sobre o meu legado.
— Um marido ajuda a garantir isso.
Mark se levantou abruptamente, a cadeira raspando no chão.
— Não posso decidir agora. Preciso de tempo.
— Claro — respondeu ela friamente. — Mas não demore muito. A oferta não vai durar para sempre.
Mark voltou para casa atordoado, encharcado pela chuva. Naquela noite, sentou-se à mesa da cozinha com a mãe, cujo rosto pálido estava marcado pela preocupação. Os custos do tratamento médico haviam esgotado suas finanças, e a mensalidade da irmã mais nova pairava sobre eles como uma nuvem escura.
— Mark — disse ela suavemente, depois que ele explicou a proposta de Eleanor — eu sei que isso parece impensável, mas se ela está disposta a ajudar, talvez valha a pena considerar.
Mark olhou para as próprias mãos, dividido entre o orgulho e o desespero.
— A senhora está me pedindo para casar com uma mulher que eu não amo apenas para resolver nossos problemas.
— Estou pedindo que você sobreviva — respondeu ela, com a voz trêmula. — Que nos salve.
Na manhã seguinte, Mark voltou ao restaurante.
Eleanor já estava lá, calma e composta como antes.
— Você decidiu — disse ela, sem tirar os olhos do tablet.
Mark respirou fundo.
— Eu aceito.
Ela esboçou um leve sorriso e deixou o tablet de lado.
— Ótimo. Os arranjos serão feitos imediatamente.







