A esposa de 26 anos do meu ex-marido apareceu à minha porta com documentos de despejo e um sorriso arrogante, convencida de que a minha mansão agora pertencia à empresa do pai dela. Ela não tinha ideia de que eu possuía os documentos que provavam que eu era dona não apenas da casa, mas de todo o empreendimento imobiliário por trás dela. Então não disse nada e deixei-a continuar o espetáculo.

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A primeira coisa que notei foi que ela não bateu.

As minhas portas da frente — de mogno maciço, esculpidas à mão, mais antigas do que a rapariga que tentava forçá-las — abriram-se com a ajuda da minha governanta Elena, que mal conseguiu dizer: “Senhora, ela insiste—” antes de a mulher de saltos creme atravessar o hall de mármore como se já fosse dona do lugar.

Não devia ter mais de 26 anos, cabelo escuro brilhante, maçãs do rosto marcadas e uma mala de marca pendurada no pulso como um troféu. Amber Vale. A nova esposa do meu ex-marido.

Na mão, segurava um envelope grosso.

Atrás dela estavam dois homens de fatos baratos e um xerife local que parecia preferir não estar ali.

Amber sorriu para mim como se estivéssemos a encontrar-nos para almoçar, e não como se tivesse vindo tirar-me a casa.

“Naomi”, disse ela, arrastando o meu nome com falsa doçura. “É melhor sentares-te.”

Não me movi.

“Entraste na minha casa sem permissão. Diz o que vieste dizer.”

O sorriso dela aumentou.

“Na verdade, esta mansão agora pertence à empresa do meu pai.”

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